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Cinco anos após morte de Marília Mendonça, 'Leão' segue entre as mais ouvidas da história do Spotify

Faixa lançada originalmente como rap ganhou versão em ritmo de arrocha e acumula recordes na plataforma de streaming

DA REDAÇÃO • 05/11/2026 às 10:14

Cinco anos após morte de Marília Mendonça, 'Leão' segue entre as mais ouvidas da história do Spotify
Reprodução Instagram

Cinco anos após a tragédia aérea que interrompeu sua trajetória, Marília Mendonça continua entre os maiores fenômenos de audiência das plataformas digitais no país. A cantora goiana figura na quinta posição do ranking de músicas mais executadas de toda a história do Spotify no Brasil, levantamento que consolida os dados de audiência da plataforma desde 2014. O feito é sustentado pela faixa "Leão", que já ultrapassou a marca de 438 milhões de reproduções e chegou a liderar a parada diária nacional por 35 dias consecutivos, índice incomum para o repertório cantado em língua portuguesa.

No ranking histórico das cinco faixas mais tocadas de todos os tempos na plataforma, a gravação de Marília aparece logo atrás de sucessos como "Lapada Dela", "Coração Partido" e "P de Pecado", todas interpretadas pelo grupo Menos é Mais, além do hit "Tubarões", da dupla Diego e Victor Hugo. A permanência do single entre os líderes reflete o impacto contínuo do trabalho da artista, coroado em 2025 quando a canção foi apontada como a mais reproduzida pelos ouvintes brasileiros ao longo da última década.

A trajetória da faixa teve origem na composição do rapper carioca Xamã, que idealizou a música originalmente em formato de R&B romântico para compor seu álbum conceitual "Zodíaco", lançado em 2020. O convite para a colaboração surgiu por uma associação intuitiva do autor, que relacionou o tema com a personalidade de Marília — a artista costumava brincar que era leonina, apesar de ter nascido sob o signo de Câncer. Ao gravar o primeiro dueto em estúdio no Rio de Janeiro, a cantora emprestou sua interpretação emotiva aos versos, transformando a dinâmica da melodia.

A versão que consolidou o sucesso estrondoso nas paradas, contudo, foi idealizada pela própria sertaneja em 2021. Durante a transmissão ao vivo "Serenata", Marília recriou o arranjo sob uma batida dançante de arrocha e brega. O registro acabou incorporado ao projeto póstumo "Decretos Reais", convertendo-se na versão definitiva apreciada pelo público e pelo próprio compositor, que admitiu ter ficado surpreso com o ritmo envolvente impresso pela cantora. A longevidade da obra da sertaneja no streaming tende a se estender por muitos anos, já que sua mãe, Dona Ruth, revelou a existência de gravações inéditas deixadas pela artista suficientes para alimentar novos lançamentos durante ao menos mais uma década.

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