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Artistas

Fleetwood Mac

DA REDAÇÃO • 27/07/2026 às 11:41

Fleetwood Mac
Everett Collection

Com mais de 120 milhões de cópias vendidas mundialmente e o nome gravado entre os gigantes da música mundial, o Fleetwood Mac construiu uma das trajetórias mais bem-sucedidas e conturbadas da história do rock. Fundado em Londres em 1967 pelo guitarrista Peter Green, o grupo anglo-americano começou como uma banda de blues britânico e evoluiu para uma máquina de sucessos pop-rock, sobrevivendo a dezenas de trocas de integrantes, crises pessoais e dramas internos ao longo de cinco décadas.

A formação inicial contava com o baterista Mick Fleetwood e o baixista John McVie — únicos membros a permanecerem em todas as fases —, cujos sobrenomes batizaram o grupo. Nos primeiros anos, a banda emplacou sucessos nas paradas britânicas como o instrumental "Albatross", "Man of the World" e "Oh Well". No entanto, a saída conturbada de Green em 1970 e o desaparecimento do guitarrista Jeremy Spencer — que abandonou a turnê americana para se juntar a uma seita religiosa — deixaram o conjunto à beira do colapso.

A virada de chave definitiva aconteceu no final de 1974, em Los Angeles. Ao procurar um novo guitarrista, Mick Fleetwood conheceu o duo de folk-rock Buckingham Nicks. Lindsey Buckingham aceitou o convite para entrar na banda com a condição de que sua namorada e parceira musical, Stevie Nicks, também fosse incluída. A entrada da dupla, somada à presença da vocalista e tecladista Christine McVie (integrante oficial desde 1970), deu origem à formação clássica do grupo e mudou drasticamente seu estilo musical.

O impacto foi imediato. O disco homônimo de 1975 alcançou o topo da parada americana, mas foi com "Rumours", lançado em 1977, que o Fleetwood Mac atingiu o ápice. Gravado em meio a divórcios, términos de namoros e tensões entre todos os integrantes, o álbum tornou-se um fenômeno de público e crítica, vencendo o prêmio de Álbum do Ano no Grammy de 1978 e figurando na lista dos mais vendidos da história com hits como "Go Your Own Way" e "Dreams".

Após o sucesso estrondoso de "Tango in the Night" (1987), que emplacou sucessos como "Everywhere" e "Little Lies", a instabilidade voltou a dominar. Buckingham deixou a banda no mesmo ano, seguido por Nicks no início dos anos 1990. A formação clássica voltou a se reunir brevemente em 1993 a pedido do então presidente americano Bill Clinton, para sua posse, o que culminou no aclamado álbum ao vivo "The Dance" em 1997. No ano seguinte, o grupo foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame e recebeu um Brit Award por sua contribuição à música.

As duas décadas seguintes foram marcadas por reuniões parciais, novas turnês lucrativas e o lançamento do último álbum de estúdio, "Say You Will", em 2003. Christine McVie chegou a deixar a banda em 1998, retornando oficialmente apenas em 2014. Em 2018, após novos desentendimentos internos, Buckingham foi demitido e substituído por Mike Campbell (ex-Tom Petty and the Heartbreakers) e Neil Finn (Crowded House). O ponto final definitivo na trajetória do Fleetwood Mac veio em 2022, com a morte de Christine McVie, fato que levou Stevie Nicks a declarar que não haveria espaço para a continuidade do grupo sem a companheira de palco.

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