Elton John é considerado um dos músicos mais populares do século XX. Desde seus figurinos extravagantes até doações milionárias, o artista adora surpreender e seus feitos importantes ultrapassam os palcos. Além de apoiar diversas organizações de caridade e de arte, seu nome é de enorme relevância na história da luta pelos direitos da comunidade LGBTQ+.
Nascido em 25 de março de 1947, na Inglaterra, Reginald Dwight - seu nome de registro - cresceu na área de Pinner, em Londres. Desde cedo era apaixonado por música, e aprendeu a tocar piano sozinho aos 3 anos. Aos 11, ganhou uma bolsa de estudos na Royal Academy of Music, a principal escola de música da Inglaterra.
Elton teve uma infância difícil, com diversos conflitos familiares. Sua mãe, Sheila Eileen, era bem rigorosa com o garoto, mas também era mais carinhosa e dedicada que o pai, Stanley Dwight, que sempre o agredia verbalmente. Durante a década de 1950, começou a se interessar pelos álbuns musicais que a família colecionava, e se apaixonou pelo estilo de Elvis Presley e Bill & His Comets. Mesmo depois de perceber que o garoto tinha talento, seu pai tentou convencê-lo a seguir uma carreira convencional, o que não o agradou nem um pouco.
Aos 17 anos, dois anos depois do divórcio dos pais, abandonou a escola para ir em busca de seu maior sonho: seguir carreira na música pop. Nessa época, começou a tocar em uma banda chamada Bluesology, e foi aí que seu nome artístico surgiu. Ele juntou os nomes de dois integrantes do grupo e criou o “Elton John”. Em 1967, começou a trabalhar como compositor para uma gravadora. Lá, conheceu o letrista Bernie Taupin. Elton e Bernie se tornaram amigos e juntos, escreveram músicas para outros cantores. Em 1969, Elton John se lançou como cantor oficialmente, com o álbum Empty Sky, que trazia músicas dele e de Taupin.
O sucesso e a fama também trouxeram alguns problemas para Elton John, como o envolvimento com drogas. Em 1974, usou cocaína pela primeira vez, e acabou desenvolvendo um vício que afetou sua vida pessoal, amorosa e sua carreira. Ele se tornou um verdadeiro ícone na década de 70, e sempre se apresentava com roupas e óculos chamativos e fabulosos. Em 1976, declarou sua bissexualidade em entrevista à revista Rolling Stone, e em 1984, casou-se com a engenheira de som Renate Blauel (com quem viveu por quatro anos). Nessa mesma época, Elton resolveu dar um tempo dá música e fez um retorno triunfal em 1979, com o disco A Single Man.
Em 1990, após anos lutando contra o abuso de drogas, passou por tratamento de reabilitação e começou a se dedicar a caridade. Em 1992, criou a Fundação Elton John para a AIDS e declarou seu apoio a outras organizações, como o Globe Theatre e a Royal Academy of Music. Em 2005, uniu-se em contrato civil com seu parceiro de longa data, David Furnish, e em 2014, oficializaram a união convertida para casamento. O casal tem dois filhos, Zachary e Elijah, ambos nascidos através de gestação em “barriga de aluguel”, Zachary em 2010 e Elijah em 2013.
Sua história de vida é tão extraordinária, que ele mesmo escreveu uma autobiografia para contar com suas próprias palavras - e senso de humor único -, todos os altos e baixos que já passou. No livro "Eu, Elton John", publicado em 14 de novembro de 2019, o músico narra todos os momentos de sua vida, incluindo a rejeição que sofreu no início da carreira, as tentativas de suicídio, suas amizades com John Lennon, Freddie Mercury e George Michael, as férias inesquecíveis com o estilista italiano Versace, a tristeza em cantar no funeral de sua amiga, a princesa Diana, e conta até mesmo como foi dançar com a Rainha da Inglaterra.
Com informações de Uol