
A vereadora de Londrina e deputada estadual eleita Jessicão (PL) causou forte repercussão pública ao defender, em postagem na rede social X, que empregadores demitam trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mesma manifestação virtual, a parlamentar recomendou o rompimento de vínculos de amizade e laços familiares com apoiadores do petista e declarou não reconhecer o desfecho apurado nas urnas.
As declarações motivaram uma reação formal do deputado estadual Requião Filho (PDT), que protocolou pedidos de apuração junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Procuradoria Regional Eleitoral do Paraná para apurar eventual prática de assédio eleitoral. Segundo as diretrizes do MPT, condutas que envolvam ameaça, constrangimento ou discriminação a funcionários em razão de orientação política configuram infração trabalhista passível de responsabilização na Justiça. Apenas na segunda-feira seguinte ao pleito, o órgão fiscalizador contabilizou 140 denúncias relacionadas ao tema no país.

Além do acionamento das autoridades ministeriais, a postura da vereadora desencadeou a circulação de um abaixo-assinado digital organizado por internautas pedindo a perda de seus mandatos políticos. A petição requer que os órgãos competentes avaliem a conduta de Jessicão para fins de cassação tanto de sua vaga na Câmara Municipal de Londrina quanto da cadeira que assumirá na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), baseando-se em alegações de disseminação de informações inverídicas e declarações discriminatórias contra minorias.
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Classificada como a candidata a deputada estadual com maior votação individual no Paraná nas eleições de 2026, com 131.673 votos, a política do Partido Liberal enfrentou protestos em diversas plataformas digitais, mas manteve as mensagens no ar e justificou o teor dos textos alegando exercício do direito constitucional à liberdade de expressão.


