
Três projetos desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estão entre os dez finalistas do Programa Propriedade Intelectual com Foco no Mercado (Prime) 2026. Como reconhecimento, cada iniciativa receberá um aporte de R$ 200 mil para financiar a inserção de suas tecnologias no mercado. A UEL destacou-se como a única universidade estadual do Paraná a alcançar a última fase da premiação, que também contemplou trabalhos da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e do Instituto Federal do Paraná (IFPR).
Os projetos da UEL premiados apresentam soluções inovadoras nas áreas de agricultura e saúde. O professor Doumit Camilios Neto, do Centro de Ciências Exatas, assina o projeto "Agrorham", um defensivo agrícola sustentável. A tecnologia utiliza substâncias naturais para estimular os mecanismos de defesa das plantas contra fungos, reduzindo a dependência de produtos químicos e barateando os custos das plantações. Já no Centro de Educação, Comunicação e Artes, o professor Cláudio Pereira de Sampaio desenvolveu o "Butterfly Pelvic Trainer". O dispositivo, feito em hidrogel e equipado com sensores, auxilia no combate à incontinência urinária infantil por meio de um jogo de smartphone, no qual a criança fortalece a musculatura pélvica ao controlar personagens na tela por meio de seus próprios movimentos.
O terceiro projeto vencedor, "Dermaser Gel", foi criado pela professora Renata Katsuko Takayama Kobayashi, do Centro de Ciências Biológicas. Trata-se de um gel tópico voltado ao tratamento de feridas e queimaduras infectadas, oferecendo uma nova alternativa terapêutica contra a resistência antimicrobiana. Segundo a pesquisadora, os recursos do prêmio serão investidos em bolsas de desenvolvimento tecnológico, materiais de laboratório e na formalização dos trâmites regulatórios para o registro do produto na Anvisa. Ela destaca que o grande objetivo da ciência é impactar a comunidade, transformando as pesquisas acadêmicas em soluções reais para problemas da sociedade.
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Além do sucesso no Prime, o grupo de pesquisa da professora Renata também teve o projeto da empresa Renova Biotech classificado na primeira fase do Programa Centelha Paraná. O edital, que distribuirá R$ 4,6 milhões, busca apoiar até 48 empresas para incentivar a criação de negócios de base tecnológica. O modelo proposto pela pesquisadora visa prestar serviços microbiológicos para a indústria farmacêutica e biomédica, gerando receita que também auxiliará na fase final de desenvolvimento do próprio Dermaser Gel.
O Programa Prime é coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e pela Fundação Araucária, com o apoio do Sebrae, integrando as ações da Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni). O objetivo principal da iniciativa é fomentar a propriedade intelectual e transformar o resultado das pesquisas em novos produtos e serviços. A assinatura oficial dos financiamentos dos finalistas está agendada para o dia 10 de novembro, durante a programação do evento Paraná Faz Ciência 2026, na cidade de Cascavel.


