
Os resgates de colmeias e enxames de abelhas, vespas e marimbondos realizados pela Prefeitura de Londrina registraram alta de 47% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O levantamento da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) aponta que foram atendidos 256 chamados nos primeiros nove meses deste ano, contra 174 no mesmo intervalo de 2025. O volume acumulado em 2026 já superou o total de 242 ocorrências registradas ao longo de todo o ano passado, somando 753 intervenções seguras desde 2024.
O serviço municipal atua exclusivamente em áreas públicas, como ruas, praças e escolas, além de imóveis particulares pertencentes a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Em imóveis privados fora desse perfil socioeconômico, a responsabilidade pela contratação de um apicultor particular cabe ao proprietário. Todos os pedidos enviados ao município passam pela triagem da Gerência de Parques e Biodiversidade (GPBIO), que avalia os riscos e programa o manejo com apicultores especializados, encaminhando os insetos resgatados para áreas de mata em regiões rurais adequadas à sua sobrevivência.
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O gerente de Parques e Biodiversidade da Sema, João Paulo Dias, ressalta que a população jamais deve tentar remover, queimar ou aplicar veneno em colmeias por conta própria. Segundo ele, o manejo exige equipamentos de proteção individual específicos e conhecimento técnico para evitar acidentes graves. Dias também lembra que o extermínio de abelhas e a destruição de seus ninhos podem configurar crimes ambientais, uma vez que essas espécies exercem função essencial para o equilíbrio ecológico e para a polinização da flora.
A recomendação para os moradores que identificarem enxames em locais de risco é manter distância, evitar movimentos bruscos e não utilizar inseticidas. Os pedidos de avaliação e recolhimento em vias públicas ou moradias vinculadas ao CadÚnico podem ser feitos pelo telefone e WhatsApp (43) 3372-4765, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, ou via formulário eletrônico da prefeitura. Já nos casos de ataques com múltiplas ferroadas ou reações alérgicas graves, o atendimento emergencial deve ser solicitado imediatamente ao Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Paralelamente às intervenções urbanas, o município promove a conscientização sobre a conservação desses polinizadores por meio do projeto Abelhas sem ferrão, conduzido pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com o CNPq. Criada em 2022, a iniciativa já instalou colmeias de abelhas nativas da espécie jataí em 45 unidades da rede de ensino, incluindo escolas municipais e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). A proposta integra práticas pedagógicas interdisciplinares, com o apoio de literatura especializada e visitas técnicas, permitindo que os estudantes compreendam na prática a relevância biológica das espécies nativas para os ecossistemas locais.


