
A cantora americana Cassandra Wilson, considerada uma das vozes mais inconfundíveis e influentes do jazz contemporâneo, morreu aos 70 anos na última terça-feira (1º). O anúncio do falecimento foi feito por seu empresário, Robert Torre, à rádio WBGO, de Nova Jersey. A artista faleceu em paz em sua residência, no Mississippi, cercada por familiares, amigos próximos e pelo próprio empresário, e a causa do óbito não foi divulgada.
Nascida em Jackson, no estado do Mississippi, a cantora teve a morte confirmada pelo legista Jeramiah Howard, do condado de Hinds. Ao longo de sua carreira, Cassandra Wilson construiu uma trajetória caracterizada pela recusa a rótulos e pelo uso de um timbre grave e envolvente, redefinindo o papel das intérpretes femininas no gênero ao transitar com liberdade entre o jazz, o blues, o folk e o rock.
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Sua assinatura artística ficou marcada por releituras audaciosas e intimistas de grandes clássicos da música internacional. Entre as versões mais celebradas de seu repertório estão as interpretações de "Harvest Moon", do cantor canadense Neil Young, do clássico do blues "Come On In My Kitchen", de Robert Johnson, e da faixa "Love Is Blindness", do grupo de rock irlandês U2, a qual transformou em uma densa balada melancólica.
Com mais de quatro décadas de dedicação à música, a intérprete conquistou dois prêmios Grammy e acumulou colaborações de peso com nomes como o grupo The Roots e a cantora Beninese Angélique Kidjo. O topo de seu reconhecimento crítico e comercial veio com o lançamento de álbuns emblemáticos como "Blue Light 'Til Dawn" e "New Moon Daughter", trabalhos que a consolidaram na história do jazz como uma artista capaz de atravessar fronteiras musicais sem perder sua identidade original.


