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Eventos Culturais

Curso “Aderecista para Festas Carnavalescas” começa na segunda-feira (1) em Londrina

Uma atividade com participação gratuita e presencial, dando direito a certificado, ensinará a criar adereços de Carnaval para festas como blocos de rua e desfiles de escolas de samba

DA REDAÇÃO • 29/08/2025 às 10:16

Curso “Aderecista para Festas Carnavalescas” começa na segunda-feira (1) em Londrina
As inscrições continuam abertas com prazo final até domingo (31). - Divulgação

Uma atividade com participação gratuita e presencial, dando direito a certificado, ensinará a criar adereços de Carnaval para festas como blocos de rua e desfiles de escolas de samba, além de espetáculos e eventos culturais. Trata-se do curso “Aderecista para Festas Carnavalescas”, que terá duas semanas de duração, entre 1 e 13 de setembro, no Museu do Café do Sesc Londrina Cadeião (rua Sergipe, 52, Centro). As inscrições continuam abertas com prazo final até domingo (31), por meio de formulário on-line.

Ao todo, foram abertas 40 vagas, e a iniciativa, em sua primeira edição, é voltada a pessoas a partir dos 16 anos, entre artistas, estudantes e profissionais da área criativa interessados em aprender a confecção de adereços diversos. Não é necessária experiência prévia ou conhecimentos avançados nessa categoria de artesanato para participar.

Com carga horária de 50 horas, serão realizadas aulas teóricas e práticas ministradas por Fábio Flores, artista de Curitiba com vasta experiência e renome na cena carnavalesca e cultural, oficineiro, artesão, aderecista e figurinista. A programação terá dois módulos iniciais, sendo o primeiro de 1 a 6 de setembro, das 14h às 18h, e o segundo de 8 a 12 deste mês, na mesma faixa horária. Após o término, haverá um encerramento especial do curso no dia 13 de setembro, um sábado, também no Sesc Cadeião, das 13h às 19h.

O critério de seleção dos participantes, caso o número de interessados ultrapasse o de vagas, leva em conta o potencial de multiplicação e atuação profissional do interessado. Há reserva de vagas para pessoas negras (25%), indígenas (10%), pessoas com deficiência (10%), pessoas LGBTQIAPN+ (10%) e mães solo (10%), com o restante para ampla concorrência (35%).

Além do aprendizado adquirido, os participantes que concluírem todas as atividades receberão registro profissional junto à Delegacia Regional do Trabalho (DRT), pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Paraná (SATED/PR).

O projeto é aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura e realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, via Ministério da Cultura, tendo a AP Produções na organização. São parceiros no desenvolvimento a SATED/PR, o Sesc, Museu do Café e Prefeitura de Londrina, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

A coordenadora geral e proponente do projeto, Ana Preta, da AP Produções, de Curitiba (PR), disse que atuar em Londrina pela primeira vez com o curso será uma experiência enriquecedora. Ela fez a escrita da iniciativa, além de estar à frente da parte de logística, articulação e divulgação. “A expectativa é das melhores, porque Londrina é uma cidade que tem escolas de samba, blocos de rua e tradição no Carnaval. Pelas inscrições que já recebemos é possível notar que são pessoas com experiência em festas carnavalescas, então estamos animados com a turma em construção para começar os trabalhos na semana que vem”, vislumbrou ela.

Londrina é a sexta cidade a receber o curso, entre as oito que formam o circuito (Ponta Grossa, Guarapuava, Curitiba, Maringá, Cascavel, Paranaguá e Francisco Beltrão). “Tivemos experiências bem legais até o momento. Em Curitiba, por exemplo, a oficina lotou e foi bastante produtiva, resultando uma exposição final com mais de 40 obras feitas. E nas outras cidades tivemos ações bonitas e gratificantes também, temos carinho por todas com suas características e processos únicos. Em cidades que já possuem força no Carnaval conseguimos alcançar um público ainda mais qualificado e os resultados são excelentes”, destacou.

Na análise da produtora, duas áreas importantes são abraçadas pelo projeto, a cultura popular e a educação. “Esses campos muitas vezes são invisibilizados na sociedade, então uni-los ajuda a fortalecê-los e a resgatarmos os princípios do Carnaval, salvaguardando essa cultura e formando profissionais para poder atuar nessa área tão rica. Temos certificação no curso para que os interessados possam se profissionalizar, o que é outro atrativo. Creio que o projeto ainda vai reverberar muito com todos esses cursistas formados”, observou.

Sobre o caráter inclusivo, Ana acredita que essa estrutura deveria ser uma premissa em todos os editais culturais. “Esse tipo de ação ajuda a formar turmas das mais diversas, para que o público de um recorte vulnerável possa cada vez mais ter acesso a atividades gratuitas que visam fomentar e profissionalizar o fazer cultural. Temos como base essas diretrizes de ações afirmativas e todo um cuidado para a montagem das turmas, que são bem representativas a participativas”, acrescentou.

Atuante na área de produção cultural e educação, há 17 anos, Ana Preta é pesquisadora de danças urbanas, bailarina e professora de dança, tendo feito trabalhos como jurada, diretora artística e coreógrafa. É pós-graduada em dança educacional e participou de festivais e workshops. Desde 2021, está envolvida em projetos culturais e leis de incentivo, atualmente trabalhando com a Polícia Nacional Aldir Blanc e com assessoria para a Secretaria de Cultura do Paraná. Na área do Carnaval, atuou em 2023 pela tradicional escola de samba Embaixadores da Alegria, em Curitiba, como coreógrafa da comissão de frente.

Acessibilidade – O curso contará com intérpretes de Libras, materiais didáticos em linguagem simples e local com acessibilidade física. Também serão utilizadas ferramentas visuais com contraste e tamanho adequado para leitura. Além disso, são valorizadas práticas sustentáveis, com reaproveitamento de materiais na confecção dos adereços.

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