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Combate à dengue é reforçado por novas tecnologias em Londrina

Uma das novas tecnologias empregadas é o uso dos drones na vistoria aérea dos imóveis

DA REDAÇÃO • 20/04/2026 às 8:19

Combate à dengue é reforçado por novas tecnologias em Londrina
SMS / divulgação

O combate à proliferação do mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika conta com novos aliados na cidade de Londrina. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem adotado equipamentos e métodos para aprimorar tanto o monitoramento da presença dos mosquitos infectados, quanto a fiscalização dos locais que podem ser criadouros do inseto. Neste ano, Londrina segue com redução de casos e ausência de óbitos causados pela doença.

Uma das novas tecnologias empregadas é o uso dos drones na vistoria aérea dos imóveis. O equipamento teve uma aplicação piloto em 2025, em uma parceria bem avaliada entre o município e a Universidade Estadual de Londrina. Em 2026, essa forma de vistoria foi fortalecida com a aquisição de dois equipamentos próprios para a Vigilância Ambiental. Os drones são utilizados durante os mutirões semanais e também auxiliam no monitoramento de possíveis criadouros de vetores e em outras ações estratégicas direcionadas pela Diretoria de Vigilância em Saúde.

Para os agentes que trabalham com o auxílio do equipamento, essa nova medida tem acelerado e dado mais qualidade aos trabalhos, ao ampliar o campo de visão e apontar rapidamente a localização dos possíveis criadouros, como piscinas abandonadas. Com o equipamento, os profissionais também já localizaram diversas situações em que a caixa d’água estava destampada, situação da qual os moradores podem não ter conhecimento. Segundo o agente de Combate às Endemias Igor Angélico, o drone se soma ao trabalho de visita domiciliar e traz resultados assertivos. “Recentemente tivemos um bairro em que a gente fez todo um trabalho, mas mesmo assim não estava diminuindo. Então passamos com o drone e achamos muitas caixas d’água abertas”, contou.

De acordo com a agente de Combate às Endemias Vanessa Rodrigues, o uso do drone além de mostrar com clareza os potenciais criadouros, também permite que os locais sejam encontrados com maior facilidade. “Ao olhar a imagem, podemos tirar uma foto e identificar a localização exata do imóvel pelo mapa do município”, explicou.

Na avaliação do gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Nino Ribas, as novas ações contribuem para a redução no número de casos. “As ações desenvolvidas têm contribuído de forma significativa para o enfrentamento da dengue no município, especialmente pela ampliação da capacidade de monitoramento e resposta em tempo oportuno. O uso de tecnologias, como os drones, permite identificar locais de difícil acesso e potenciais criadouros com maior precisão, qualificando as intervenções e tornando as ações de campo mais assertivas”, afirmou.

O drone não é o único método utilizado pela Secretaria Municipal de Saúde no combate à doença: durante os mutirões, também estão ocorrendo as aspirações de mosquitos adultos com um equipamento chamado “Aspirador De Nasci”. A coleta dos insetos é feita em uma parceria de pesquisa com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e tem como objetivo identificar os vírus da dengue em circulação, além do tempo de permanência deles em regiões que tiveram registro de casos confirmados da doença.

O trabalho atualmente está em fase de campo: após a captura, o biólogo e pesquisador de doutorado da UEL Felipe Augusto Reshe armazena os insetos em um freezer na temperatura de -80°C, para a preservação do material genético. Em breve, o material deve ser transportado em gelo seco até Curitiba, onde será analisado por um laboratório parceiro da Universidade Federal do Paraná. A avaliação é feita por meio da análise genética do Aedes aegypti, que verifica a presença de RNA viral de dengue, zika ou chikungunya.

Segundo Reshe, a quantidade de mosquitos aspirados tem variado bastante durante os mutirões, mas a coleta não é o principal desafio enfrentado pelo pesquisador: “Em algumas áreas estamos conseguindo bastante, em outras nem tanto. Nosso principal desafio é conquistar a confiança da população, para deixar a gente entrar”, contou o biólogo, que está sempre acompanhado dos agentes de combate a endemias do município.

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