
Trinta anos após a tragédia que interrompeu a carreira dos Mamonas Assassinas, os falecidos integrantes da banda ganharam uma homenagem que une tecnologia, natureza e nostalgia.
Trata-se do memorial dedicado ao grupo, localizado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP), e que foi inaugurado na segunda-feira, 2, data exata em que o acidente aéreo que vitimou os cinco membros e outras quatro pessoas completou três décadas.
O espaço, cuja visitação é gratuita, oferece aos fãs a possibilidade de recordação da música e do legado de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli.
Um diferencial do projeto é o seu conceito de “memorial vivo”. Após a exumação dos corpos, parte das cinzas dos músicos foi depositada em urnas biodegradáveis junto a sementes de árvores nativas.
Essas urnas estão em um centro de incubação especial dentro do cemitério. As mudas devem permanecer nessa incubadora até que germinem e estejam prontas para o plantio definitivo.
Imagens do local foram divulgadas pela página Mamonas Assassinas – O Legado no Instagram. Veja a seguir:
Acidente aéreo dos Mamonas Assassinas
No dia 2 de março de 1996, o grupo Mamonas Assassinas sofreu um acidente aéreo na Serra da Cantareira ao se aproximar para pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A banda vivia o auge do sucesso e era um dos maiores fenômenos da música brasileira, tendo vendido mais de 1,8 milhão de cópias de seu álbum de estreia.
Além dos músicos, outras quatro pessoas morreram: o segurança Sérgio Saturnino Porto, o ajudante de palco Isaac Souto, o piloto Jorge Germano Martins e o co-piloto Alberto Yoshihumi Takeda.
Informações: Rolling Stone


