
Phil Collins vai viver um novo momento de reconhecimento no Rock & Roll Hall of Fame, mas sem voltar aos palcos por enquanto. O músico britânico foi escolhido para entrar na classe de 2026 como artista solo, anos depois de já ter sido homenageado pela instituição como integrante do Genesis.
A cerimônia está marcada para 14 de novembro, no Peacock Theater, em Los Angeles. Além de Collins, a lista de novos homenageados inclui nomes como Sade, Oasis, Billy Idol, Iron Maiden, Luther Vandross, Joy Division/New Order e Wu-Tang Clan.
A expectativa natural era saber se Phil Collins poderia cantar na noite da premiação. Afinal, poucas músicas se tornaram clássicos tão marcantes quanto “In the Air Tonight”, “Against All Odds”, “One More Night” e “Another Day in Paradise”. Mas, em entrevista exibida na última sexta-feira, 22 de maio, no programa britânico BBC Breakfast, o artista foi claro: não pretende se apresentar no evento.
O motivo não foi falta de vontade. Collins explicou que uma performance desse tamanho exige preparo físico, ensaio e voz em atividade. Aos 75 anos, depois de um longo período afastado dos palcos, ele disse que precisaria estar “em plena forma” para fazer algo assim. Na visão do músico, subir ao palco sem esse preparo não seria justo nem com ele, nem com o público.
A decisão também conversa com a fase mais delicada que Collins enfrentou nos últimos anos. O artista não faz uma apresentação ao vivo desde março de 2022, quando encerrou com o Genesis a turnê The Last Domino?. Na época, já se apresentava sentado, enquanto seu filho, Nic Collins, assumia a bateria.
Na nova entrevista, porém, o tom foi mais esperançoso do que definitivo. Phil Collins revelou que passou por um período complicado de saúde, incluindo cirurgias no joelho e dificuldades de mobilidade, mas afirmou que os últimos 18 meses foram melhores. Ele ainda usa bengala para caminhar, mas disse se sentir mais saudável do que em muito tempo.
E há uma boa notícia para quem acompanha sua carreira solo: Collins também deixou aberta a porta para voltar ao estúdio. O músico contou que tem ideias de letras, canções parcialmente prontas e material guardado que gostaria de retomar. Um novo trabalho de inéditas seria o primeiro desde Testify, lançado em 2002.
Sobre uma possível volta aos shows, Phil Collins foi cauteloso. Primeiro, reconheceu que não consegue visualizar isso com clareza. Depois, deixou uma pequena fresta aberta ao dizer que consideraria a possibilidade, caso houvesse tempo, estrutura e preparo adequados.
Para o público adulto contemporâneo, a notícia tem um sabor agridoce. Phil Collins talvez não cante no Hall da Fama em novembro, mas seu lugar na história está mais do que confirmado. Seja no Genesis, nas baladas que marcaram os anos 80 e 90 ou no impacto de uma bateria inesquecível em “In the Air Tonight”, sua música continua presente — mesmo quando ele escolhe, com serenidade, não subir ao palco.
Informações: Antena 1


