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Luto

Morre Jennifer Finch, baixista e fundadora da identidade sonora do L7, aos 59 anos

Reconhecida como uma das forças mais indomáveis dos anos 90, a artista deixou um legado marcante na música

DA REDAÇÃO • 20/07/2026 às 9:58

Morre Jennifer Finch, baixista e fundadora da identidade sonora do L7, aos 59 anos
Reprodução Redes sociais

Jennifer Finch, consagrada baixista, vocalista e compositora da banda L7, morreu no último sábado (18), aos 59 anos de idade. A musicista, que foi uma das figuras centrais na definição do som do rock alternativo e do grunge na década de 1990, faleceu em decorrência de complicações provocadas por um câncer agressivo no cérebro. O falecimento foi confirmado pelas próprias integrantes do grupo por meio de um comunicado oficial publicado nas redes sociais, no qual destacaram a coragem da artista durante o tratamento e a importância de seu legado artístico.

O diagnóstico da doença havia sido revelado ao público no início deste mês, momento em que se estimava que o tratamento exigiria apenas sessões de radioterapia. Contudo, o quadro clínico da baixista se agravou rapidamente, demandando intervenções cirúrgicas sucessivas que resultaram em severas limitações físicas. Devido ao avanço da enfermidade, Jennifer precisou se afastar da etapa norte-americana da turnê de despedida da banda, intitulada Last Hurrah Tour e agendada para outubro, embora fizesse questão de pedir às companheiras que mantivessem a agenda de shows. A artista já tinha um histórico de superação na saúde, tendo enfrentado e vencido um câncer de tireoide no ano de 2011.

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Nascida em Los Angeles, Jennifer Finch ingressou no L7 em 1987, dois anos após a fundação do grupo. Ao lado de Donita Sparks, Suzi Gardner e Dee Plakas, ela ajudou a moldar a atitude contestadora e o som pesado da banda, que transitava com facilidade entre o punk, o metal e o grunge. Foi nesse período de consolidação que o quarteto lançou faixas emblemáticas como "Pretend We're Dead", o maior sucesso comercial do grupo, além de canções enérgicas como "Shitlist", "Andres" e "Everglade", que se tornaram hinos do rock dos anos 90 e consolidaram a reputação do L7 nos palcos mundiais.

A musicista deixou a banda em 1996, aos 30 anos, motivada pela busca por sobriedade e pelo luto decorrente da morte de seu pai. Nas duas décadas seguintes, expandiu seus horizontes artísticos ao integrar os projetos OtherStarPeople e the Shocker, fundar o selo independente Little Pusher Records e construir uma sólida carreira na fotografia. O retorno definitivo à sua antiga banda ocorreu em 2015, com a reunião da formação clássica do L7, culminando na gravação do álbum de estúdio lançado em 2019. Nos últimos meses, uma campanha de financiamento coletivo organizada por amigos e familiares arrecadou cerca de 400 mil dólares para custear o tratamento médico de Jennifer, verba que agora também será direcionada para a preservação de seu arquivo criativo.

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