
O samba brasileiro perdeu uma de suas vozes marcantes nesta terça-feira (21). A cantora Débora Cruz, sobrinha de Arlindo Cruz e filha do respeitado compositor Acyr Marques, morreu aos 45 anos no Rio de Janeiro, após permanecer cerca de duas semanas internada em decorrência de um acidente vascular cerebral. A informação foi confirmada pelo primo da artista, o cantor Arlindinho, em uma publicação nas redes sociais dedicada à despedida da parente.
Débora estava com a agenda de apresentações suspensa desde o início de julho para focar em seu tratamento de saúde. Pouco tempo depois, a família havia tornado público que o estado de saúde da cantora era delicado devido às complicações do AVC, o que gerou uma mobilização de orações entre fãs e personalidades da música popular brasileira.
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Com trajetória iniciada ainda na infância ao cantar em uma igreja evangélica, Débora consolidou uma carreira profundamente ligada à tradição do samba carioca. Além do trabalho em carreira solo, atuou frequentemente como backing vocal em gravações de artistas renomados, incluindo Xande de Pilares, Reinaldo e o próprio tio, Arlindo Cruz. Nas rodas de samba do Rio, mantinha vivo o acervo do pai, Acyr Marques, interpretando clássicos como "Coisa de Pele", fruto da parceria dele com Jorge Aragão.
No universo das agremiações carnavalescas, a cantora acumulou passagens pela Arranco de Cascadura e pela Mocidade Independente de Padre Miguel. Desde o Carnaval de 2024, Débora integrava a ala musical da Unidos do Viradouro, escola que emitiu nota lamentando o falecimento e destacando a contribuição da cantora para a agremiação. Diversos nomes do gênero, como a cantora Teresa Cristina e a prima Flora Cruz, também manifestaram pesar pela partida precoce da artista, que deixa como legado a preservação da memória do samba de raiz.


