
As vendas de discos de vinil nos Estados Unidos ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão em 2025, um feito que não era registrado pelo setor desde 1983. De acordo com o relatório anual da Recording Industry Association of America (RIAA), divulgado pelo The Hollywood Reporter, o formato físico gerou US$ 1,04 bilhão em receita a partir da comercialização de 46,8 milhões de unidades ao longo do ano. Os números atestam a resiliência da mídia física na era digital e marcam o 19º ano consecutivo de crescimento nas receitas do vinil no país, que hoje responde sozinho por quase metade das vendas globais do produto.
O faturamento bilionário representa um aumento de 9,3% em relação a 2024, quando foram vendidas 43,4 milhões de unidades. O desempenho do vinil também ganha destaque na comparação com outros formatos tradicionais, superando com folga os CDs, que registraram 29,5 milhões de cópias comercializadas e faturaram US$ 312 milhões, cerca de um terço do valor arrecadado com os discos. Na contramão do vinil, a receita obtida com os CDs e os downloads digitais sofreu retração entre 2024 e 2025, caindo 7,8% e 0,8%, respectivamente.
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Apesar do forte apelo nostálgico e do crescente interesse pelo vinil como item colecionável, o formato ainda ocupa uma fatia pequena do mercado fonográfico como um todo. O streaming segue como a força incontestável e a principal engrenagem da indústria, sendo responsável por US$ 9,47 bilhões do montante total de US$ 11,5 bilhões movimentados pelo setor em 2025. Esse segmento digital registrou um crescimento geral de 3% no último ano, impulsionado especialmente por uma alta de 6,8% nas assinaturas de serviços premium.
Para o CEO e presidente do conselho da RIAA, Mitch Glazier, os resultados refletem uma transformação comportamental e mercadológica nas últimas duas décadas. Em comunicado oficial à imprensa, o executivo destacou que a indústria atual é marcada por uma dinâmica dupla: o domínio e a conveniência do streaming, que permite o consumo imediato de música em qualquer lugar, operando em paralelo ao ressurgimento do vinil, que devolve aos ouvintes uma experiência tátil de escuta e o apreço pela arte em formato colecionável.


